Mais do que as palavras… o gesto.

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O meu pai conduziu para um homem durante 20 anos. Conduziu o homem e conduziu-lhe a família , até ele partir. Depois disso passou a conduzir para muita gente, todos os dias, dias seguidos no verão, às vezes meses e muitos sem folgas. São milhares de quilómetros, com milhares de passageiros. É um mestre da condução e conduzir é o seu dom.

Ao longo dos anos, desenvolveu a paciência e a atenção plena. O sorriso e a palavra sábia, foram crescendo com ele também. O rigor do horário que tem de ser cumprido, tornou-o no homem que nunca falha e que se funde com o autocarro sempre que entra nele.

Não fez cursos de meditação mindfulness, nem fez workshops de gestão de tempo, de motivação e de aprender a sorrir. Aprende todos os dias com os seus passageiros porque olha para eles e vê quem são e o que precisam. Num plano mais místico, acho que aprendeu a ouvir a estrada e ela canta-lhe uma música que só ele ouve.

Quando observamos alguém, mais importante que as palavras, é o seu discurso e a sua ação de vida. Os gestos das suas mãos são mais importantes do que as suas ideias. Não devemos medir a sua grandeza no falar ou no pensar, apenas no agir e no viver. E isto levo tempo, leva tempo a medir a grandeza de alguém, e nós temos pressa de julgar e por isso caímos nos erros das palavras.

É preciso ver e aprender. O mundo está cheio de pessoas fenomenais, verdadeiros sábios e santos que se escodem nos sítios mais óbvios e nas aparências mais comuns: o porteiro, a senhora da limpeza, o velhinho do parque, o nosso pai ou mãe. Eles ouvem-nos, dão conselhos e rezam por nós porque nos vêm com os olhos da compaixão.

São felizes com o que fazem e com o que têm. Desempenham o seu papel, um papel que serve ao mundo e trabalham com o coração. Têm um dom, que pode ser sorrir ou nunca chegar tarde, e esse dom está ao serviço do mundo.

Há tanta sabedoria à tua volta que tu nem imaginas. A próxima vez que saíres à rua, olha com olhos de ver, e vais descobrir algo. Algo, que te vai alegrar e ensinar alguma coisa. Desafio-te a procurar essa “alguma coisa”. Tu vais saber quando a encontraste, a coisa que sempre esteve à tua frente. Prometo!

E os teus dons? Quais são? O que que é que fazes bem e que pode servir ao mundo? E se pusesses o teu dom ao serviço do papel que desempenhas? Isso era fenomenal. Talvez eu pudesse aprender contigo ou inspirasses alguém que olhasse para ti nesse momento. Porque nesse momento, essa pessoa vai encontrar alguém a trabalhar em paz e com o coração. E isso é transformador!

Eu sou terapeuta, as minhas mãos são o meu dom, os meus pacientes são os meus professores. E tu? Qual é o teu papel? Qual é o teu dom? Quem é que te ensina?

RUI MOURA | terapeuta ● formador ● coach

Sou fundador e diretor do KINERGIA. A minha formação académica começa com Desporto, seguido de Gestão Comercial e posteriormente evoluiu para a área Terapêutica com o Reiki, Shiatsu, Medicina Chinesa, Coaching e Filosofia Budista. Sou um espiritual prático, cheio de defeitos e com a bênção de poder fazer aquilo amo… cuidar de pessoas, aliviar a dor e vê-las sorrir.

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